Ok, aqui vai meu breve relato sobre o sensacional Planeta Terra 2010. Cheguei no sábado, por volta de 9:30 e, como meu check-in no hotel só ocorreria ao meio-dia, resolvemos passear. Tive a oportunidade de conhecer a super linda nova loja da Reverbcity na rua Augusta. Além disso, conheci o Tony Strauss pessoalmente. Gente fina ao extremo. Valeu, Tony!
Depois de descansarmos, fomos ao evento, por volta das 18:30. Ficamos muito cansados das andanças em Sampa e resolvemos chegar apenas para as bandas internacionais. Fomos a pé, pois nosso hotel ficava a uns 3 quarteirões do Playcenter. O acesso ao evento foi fácil, não houve problemas de filas (pelo menos no horário que cheguei), tudo ocorreu rapidamente e sem transtornos. Nota 10 nesse quesito.

Os dois palcos do evento ficavam bem distantes um do outro. O palco principal ficava bem ao lado da entrada, em um espaço amplo e ideal para a acomodar todo mundo. O segundo palco, no entanto, tinha acesso difícil por causa do grande volume de pessoas. Havia um corredor que afunilava o acesso e todos tinham de ter muita paciência na transição de um show para o outro. O local desse segundo palco também não era ideal. Ficava cheio muito depressa e todos ficavam desconfortáveis para circular, dançar ou apenas assistir à banda. Decepcionei-me com esse palco, ponto fraco do evento.
Quando chegamos, o Of Montreal tinha acabado de começar a tocar. Sensacional o show, adorei as músicas escolhidas, dancei bastante com “Wraith Pinned to the Mist and Other Games” e “Gronlandic Edit”. O público reagiu bem, a banda passa uma energia muito boa. Pena que o evento ainda não estava completamente cheio e ainda fazia sol na primeira parte do show.
Of Montreal – Wraith Pinned to the Mist and Other Games
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Of Montreal – Wraith Pinned to the Mist and Other Games
Logo depois veio Mika. Showzaço, para quem curte Mika. Não é muito minha praia, mas é impossível falar mal do show. Energia ao extremo, composição de palco sensacional. A galera se acabou com cada música. Os sucessos em seqüência não deixavam ninguém ficar parado. Destaque para o salto alto inflável gigante que passou por cima da galera. Surreal.

Mika – Grace Kelly
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Veio o Phoenix, não antes de um pequeno atraso da equipe do evento para ajeitar o som. Fantástico o show dos caras, na minha opinião. No entanto, algumas pessoas acharam os caras sem energia no palco. A verdade é que a galera, no geral, só conhecia, mesmo, o último álbum. Poxa, o Phoenix tocava vários dos grandes sucessos anteriores deles e o público reagia pouco. Mas, foi tocar Lisztomania (que abriu o show), Girlfriend, 1910, para o povo se jogar. No final, o maluco do Thomas Mars pulou na galera, passou por cima de mim e foi “nadando” até uma estrutura no meio do público. Ficou lá em cima, dançando e voltou, por cima de todo mundo, de volta ao palco. Levou a galera ao delírio. Bati uma foto toda tremida com meu celular.

Phoenix – Lisztomania
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Queríamos ver o Hot Chip, que já havia começado seu show no outro palco. Saímos correndo para tentar pegar, pelo menos, a segunda parte do show. Depois de nos esmagarmos e atravessarmos um corredor que mais parecia um funil, chegamos ao palco. Estava lotado. E o pior é que, por causa dos horários escolhidos pelo evento, nesse momento estava tudo uma bagunça: pessoas, como nós, que estavam chegando do show do Phoenix, pessoas que estavam lá desde o início do Hot Chip, pessoas que estavam saindo de lá para o palco principal para pegar um bom lugar no show do Pavement. Ou seja, estava impossível ficar perto do palco, com tanta gente andando assim. Resolvemos ficar no fundão, perto dos bares. Foi bom ver de lá. O Hot Chip manda muito bem ao vivo, o público correspondeu bem demais. Achei ruim que perdi “One Life Stand”, que ouvi enquanto estava espremido no corredor. Pelo menos, ouvi “Ready For The Floor”, a última do show, que me decepcionou um pouco. Sei lá, a versão ao vivo que eles mandaram não foi tão empolgante quanto o normal.
Hot Chip – Ready For The Floor
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Hot Chip – Ready For The Floor
Nessa hora, nossos pés já estavam um bagaço. Beirávamos a exaustão, mas não iríamos embora nem a pau! A fome já batia forte, então resolvemos fazer uma pausa maior, ao som do Pavement. Comer no evento era um pouco aflitivo, as filas eram enormes, embora andassem relativamente depressa, algo em torno de 25 min. Pela estrutura do lugar, não dava para ser muito melhor. O local de comprar fichas era separado do lugar de pegar bebidas e comidas. O esquema era igual Festa Junina: você comprava fichas de diferentes valores para trocar por qualquer coisa que estava vendendo. Funcionou legal, apesar das filas, inevitáveis. Apesar de ter conferido pouco, o Pavement mandou uma bela seleção de músicas. Quem assistiu do começo ao fim falou bem demais do show.
Pavement – Stereo
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Fomos assistir ao Smashing Pumpkins. Para mim, a decepção do Planeta Terra. Começou bem, o Billy Corgan mandando várias músicas boas em sequência. Mas, daí, o cara descambou a fazer ruídos com a guitarra, tirar onda com várias e intermináveis “jam sessions”. Isso em um show de 1 hora! Tanta música para tocar e o cara ficava enrolando todo mundo com um monte de ruídos e gritaria. Eu olhava ao meu redor e, tirando os fãs incondicionais que curtiam o que estavam vendo, todo o resto ficava olhando meio atônito àquilo tudo. Fraco o show, para minha tristeza. Desculpem-me os fãs, que ficaram felizes ao ver Billy Corgan ao vivo, mas o show foi fraco demais. Uma pena. Fiquei puto que perdi o Girl Talk para ver isso.
Smashing Pumpkins – Bullet With Butterfly Wings
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Smashing Pumpkins – Bullet With Butterfly Wings
Meus pés já doíam demais, estava exausto, resolvi ir embora. Já eram 2:30 da manhã. Não animaria atravessar o parque de novo e ser espremido mais uma vez, só para ver a segunda parte do Girl Talk. O balanço foi bastante positivo, voltarei no ano que vem, se tiver oportunidade. Recomendo a todo mundo que ainda não foi!






















Comentários
Pô, vc perdeu o show do Pavement?
Boa Alysson! Muito bom o relato! cada show bacana, ein? mesmo os que decepcionaram… mas esse esquema de intercalar show é uma boa? ou é a solução mesmo? Da vontade de ver todos.. hehe
Ano que vem tamo junto nessa! abs
Adorei a reportagem e,principalmente,as músicas!
faltou falar do show do Yeasayer, o melhor do festival!
Poxa preferir GIRL TALK DO QUE PUMPKINS FORÇOU A BARRA D+
APESAR DE ESTAR MORTO FOI O MELHOR SHOW, CLARO QUE O ESTRELINHA DO BILLY IA FAZER SEU SHOW PARTICULAR “DISTORÇÃO, TOCAR MUSICAS NOVAS ISSO EU JA ESPERAVA”
MAS VALEU A PENA.